Dono de empresa atacadista foi indiciado por integrar associação criminosa.
BG - A Delegacia Especializada de
Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov) divulgou os
resultados de uma investigação que resultou no indiciamento de pessoas
envolvidas no furto e na revenda de quatro cargas de leite integral
longa vida. As investigações descobriram que as caixas de leite que
foram furtadas durante o transporte e estavam sendo vendidas na empresa
Atacarejo, na cidade de São Gonçalo do Amarante. A Deprov descobriu que
Orlando Monteiro de Melo, dono da empresa de atacado Atacarejo, é um dos
integrantes do esquema criminoso.
A Deprov indiciou três pessoas
envolvidas na aquisição, repasse e legalização dos produtos furtados e
quatro motoristas de cargas que simulavam roubos com boletins de
ocorrência falsos. Foram indiciados o dono do Atacarejo, Orlando
Monteiro de Melo; Alcivan Mendes de Moura, pessoa apontada como sendo o
que repassou o leite furtado para Orlando, e Laerte Monteiro Vieira,
sobrinho de Orlando, suspeito de ser o homem que emitia as notas fiscais
com falsas vendas. Os três foram indiciados pela prática de quatro
receptações qualificadas e por associação criminosa.
Também foram indiciados quatro
motoristas. Charles Cordeiro de Lima e Francisco Canindé de Araújo pela
prática de furto qualificado pelo abuso de confiança; enquanto José
Cristiano Oliveira da Silva e Carlos André da Conceição Dias, pela
prática de furto qualificado pelo abuso de confiança, por uso de
documento público falso e por associação criminosa.
Sobre a investigação – A transportadora lesada pelo
esquema fez um boletim de ocorrência na Deprov relatando diversos roubos
de cargas de leite integral. No dia 20 de junho de 2016, a equipe da
Especializada recuperou uma parte do carregamento de leite que já estava
exposta à venda na empresa Atacarejo.
“No decorrer das investigações, descobrimos que o esquema criminoso
consistia no seguinte: o leite era transportado por motoristas que
simulavam roubos de cargas e narravam os falsos crimes em boletins de
ocorrência. A carga era repassada para um integrante do esquema, que
vendia o leite para a empresa final. Para dar aparência de legalidade à
venda ao consumidor final, uma empresa fornecia notas fiscais
fraudulentas, dando saída contábil para um produto que não foi
regularmente adquirido”, relatou o delegado titular da Deprov, Licurgo
Nunes.
Um dos indiciados, Alcivan Mendes de Moura já foi preso anteriormente
por sonegação fiscal e confirmou que vendeu a carga de leite a Orlando
Monteiro de Melo, dono da empresa Atacarejo. Alcivan também informou que
adquiriu a carga de leite de uma pessoa que não soube indicar com
precisão. Para que o produto fosse legalizado, um sobrinho de Orlando,
chamado Laerte Monteiro providenciou as notas fiscais dos produtos
ilícitos.
O êxito para a descoberta de todo o esquema fraudulento contou com o
trabalho da Secretaria de Tributação do RN (SET/RN). “A fiscalização da
SET/RN afastou de vez qualquer dúvida sobre a origem lícita do produto,
eis que o leite apreendido na ação policial desta Deprov, além de
pertencer aos mesmos lotes acerca dos quais constavam boletins de
ocorrência, também não deu entrada regular na empresa L DAS N DO
NASCIMENTO, administrada por Laerte Monteiro. Desta forma, ficou
evidenciada que a emissão das notas fiscais pela citada empresa
objetivava a legalização e reinserção no comércio de uma mercadoria
originalmente furtada ou roubada”, detalhou o delegado Licurgo Nunes.

0 comments :
Postar um comentário