Entre
2015 e 2017, o número de mulheres nas Forças Armadas passou de 25,9 mil
para 28 mil. Esse número tende a aumentar em consequência de mudanças
ocorridas no sistema de ingresso nas carreiras militares.
Atualmente, a Força Aérea Brasileira é a campeã de participação
feminina, com 10,8 mil mulheres na corporação. O ingresso delas no
Quadro de Oficiais Intendentes foi autorizado em 1995 e, oito anos
depois, em 2003, a instituição recebeu as primeiras mulheres para o
Curso de Formação de Oficiais Aviadores.
Da Academia da Força Aérea
(AFA), saíram as 36 aviadoras formadas no centro de ensino e que estão
aptas a pilotar caças. Já a Marinha do Brasil foi
a primeira das três Forças a aceitar o ingresso das mulheres e é a
única a ter uma oficial general, a Contra-Almirante médica Dalva
Mendes. Hoje, possui 8,1 mil integrantes do sexo feminino no efetivo.
Em fevereiro de 2014, recebeu a primeira turma de aspirantes mulheres na Escola Naval do Rio de Janeiro. A
participação das mulheres na Marinha do Brasil começou em 1980, quando a
legislação permitiu o ingresso feminino na Força. À época, elas
integravam um corpo auxiliar e sua participação era restrita a alguns
cargos e ao serviço em terra. O Exército Brasileiro conta com 9,1 mil mulheres. A
Lei nº 12.705, sancionada em agosto de 2012, permite que militares do
sexo feminino atuem como combatentes do Exército Brasileiro em áreas
antes restritas aos homens.
Para ser militar de carreira no Exército, a mulher precisa ingressar,
após aprovação em concurso público, em um dos seguintes
estabelecimentos de ensino: Escola de Formação Complementar do Exército
(EsFCEx); Escola de Saúde do Exército – EsSEx; Instituto Militar de
Engenharia (IME); e Escola de Sargentos de Logística (EsSlog). A mulher que deseja ingressar no Exército como oficial ou sargento
temporário deverá participar da seleção realizada pelas Regiões
Militares. O militar temporário não faz carreira no Exército, e sua
permanência máxima no serviço ativo é de oito anos.
Pioneirismo
Um dos maiores símbolos da presença feminina nas
Forças Armadas brasileiras, a capitã da Força Aérea Brasileira, Carla
Borges, tornou-se a primeira mulher a fazer parte do grupo de transporte
especial, que tem a responsabilidade, entre outros, de pilotagem do
avião que transporta o presidente da República. “Sinto orgulho em fazer parte de um grupo tão seleto.
O ingresso das mulheres e a conquista de espaço na atividade militar
provou nossa capacidade de cumprir as missões da mesma maneira e com o
mesmo comprometimento”, ressalta a Capitão.
A trajetória de Carla sempre foi marcada pelo
pioneirismo antes de chegar à cabine do Airbus A319, que transporta o
presidente da República. Ela ingressou na academia da FAB em 2003, na
primeira turma de mulheres aviadoras, e fez o curso de aviação de caça
entre 2007 e 2014. Lá, tornou-se a primeira mulher a fazer um voo solo
no caça AMX. O primeiro voo de Carla com o presidente da
República, Michel Temer, decolou em 22 de dezembro do ano passado, da
Base Aérea de Brasília com destino a São Paulo.

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