
Painel Político - Um
caso bárbaro de abuso sexual chocou a cidade de Coronel Fabriciano, no
Vale do Aço. Um padrasto abusava de uma menina de apenas 4 anos de
idade, mas o agravante é que a mãe permitia e assistia os abusos, bem
como o casal mantinha relações sexuais na frente da criança para
satisfazer os desejos do companheiro. O casal, de iniciais F.C.S.C e
W.J.A, foi apresentado pela Polícia Civil nesta terça-feira
(27/06/2017).
De
acordo com a delegada Tereza Júlia do Nascimento, há cerca de 15 dias a
mãe, de 32 anos, procurou a delegacia para denunciar os abusos. Ela
ligou para a unidade e disse que não tinha como ir até lá pessoalmente
para fazer a denúncia. Por causa da gravidade da denúncia, a delegada
pediu que uma equipe de investigadores fosse até a casa dela para
buscá-la. “Ela estava chorando muito e começou a dizer que o padrasto
abusava da criança, fazendo sexo oral nela e pedindo com que a menina
fizesse sexo oral nele”, contou a delegada.
A
delegada disse que ela e os investigadores começaram a perguntar como
eram os abusos e a mãe acabou contando que ela permitia e participava.
Ela disse que às vezes bebia e acabava tendo relações sexuais com o
companheiro, de 49 anos, na frente da criança. “Ela contou que estava
tomando banho com a menina e começava a ter relações sexuais na frente
dela e que depois o casal levava a criança para a cama deles. Ela disse
que fazia isso porque o companheiro dizia que era o sonho dele envolver
uma virgem na relação do casal e ela tinha medo de perder o companheiro
se não fizesse isso”, afirmou Tereza.
Com
esse primeiro depoimento da mãe, os investigadores ouviram também a
criança que confirmou os fatos. “A menina tem uma linguagem e dava
detalhes que uma criança na idade dela não saberia. O padrasto foi
ouvido e negou os abusos”, relatou a delegada. A mulher disse que bebe
todos os dias e que mantinha relações sexuais na frente da criança
porque amava seu companheiro e não queria perdê-lo. “Eu acredito que ela
foi a delegacia por causa de muito remorso da situação e depois ela
mudou a versão porque viu a dimensão que o caso tinha tomado”, disse a
delegada.
Ainda
de acordo com Tereza, a criança passou por exame de corpo e delito e
não foi constatado o rompimento do hímen, no entanto, mesmo assim, há
indícios suficientes que o crime aconteceu. A delegada disse que já
esperava por esse resultado, já que a mãe contou que o suspeito disse
que só faria penetração com a menina quando ela completasse 12 anos e
antes disso, ele só faria sexo oral.
Depois
do primeiro depoimento a mãe foi chamada para ser ouvida novamente e
mudou de versão negando que praticasse os abusos e também que o padrasto
tivesse abusado das crianças. No entanto, durante as investigações, os
policiais descobriram que a menina já tinha contado sobre os abusos para
uma vizinha e para uma prima também criança.
Segundo
a delegada os abusos começaram em novembro do ano passado. A mulher foi
presa no último dia 20 e o homem no último dia 23. Ele chegou a ficar
foragido e foi encontrado em uma casa que ele tinha na cidade. Não se
sabe se ele tinha cometido outros abusos sexuais. Os
dois serão indiciados por estupro de vulnerável e, se forem condenados,
podem pegar, no mínimo, de 8 a 30 anos de prisão. “Foi o caso mais
chocante que já peguei. Todos nós da delegacia ficamos muito chocados”,
conclui a delegada.
Família é completamente desestruturada
A
delegada contou que além da mãe da criança ser alcoólatra a família é
completamente desestruturada, já que o pai biológico da vítima está
preso por abusar sexualmente de outras crianças no bairro onde morava,
também em Coronel Fabriciano. A mãe tem um outro filho que ela perdeu a
guarda. A Polícia Civil está investigando o motivo para ela ter perdido a
guarda da criança e ainda não há mais detalhes. “O
que sei é que esta outra criança está morando com a família materna em
Fortaleza, de onde a autora é natural”, diz Tereza. Segundo a delegada,
embora a família seja de baixa renda, eles não chegavam a passar
dificuldades. A mulher é do lar e o suspeito trabalhava com mototáxi,
tinha casas de aluguel na cidade e já morou na Europa.
Inicialmente
a menina de 4 anos foi levada para a casa de uma tia paterna, no
entanto ela ficará sobre os cuidados do Conselho Tutelar e deverá ser
encaminhada para um abrigo da prefeitura da cidade.

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