Embora a Ambev tenha conseguido voltar a ampliar suas vendas em 2017,
isso não quer dizer que o mercado de bebidas como um todo esteja em um
caminho de recuperação, depois de dois anos de queda na produção,
segundo a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil).
Diante de uma economia que ainda ensaia uma recuperação depois de
forte recuo em 2015 e 2016, a expectativa de fontes do setor é que a
disputa das cervejarias continue a se dar no fator preço, sem expansão
do volume. Segundo uma fonte do setor, o ano de 2017 será marcado pelas
cervejarias tentando, mais do que nunca, “roubar” o mercado das rivais.
Uma empresa que pode enfrentar desafios para proteger sua participação
de mercado é a Heineken, que terá de “digerir” a aquisição da Kirin.
Apesar de a empresa ter pago só um terço do que os japoneses
desembolsaram seis anos atrás por ativos que incluem 12 fábricas e
várias marcas – entre elas Schin, Glacial, Devassa, BadenBaden e
Eisenbahn –, o negócio vem recheado de problemas a serem resolvidos,
segundo analistas ouvidos pelo Estado.

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