Nesta
quarta-feira (28), comemora-se o Dia Internacional do Orgulho LGBT,
data criada em 1969 após a “Rebelião de Stonewall”, em Nova Iorque.
Naquele dia, as pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn reagiram a
uma força policial que invadiu o espaço, após alegar vistoria na licença
para venda de bebidas alcoólicas. Porém, o público se revoltou,
provocando um tumulto reativo.
Há quase 50 anos, os protestos de Stonewall marcavam um começo para o
movimento LGBT. Infelizmente, porém, a discriminação, a violência e a
perseguição ainda existem. No ano passado, segundo levantamento do Grupo
Gay da Bahia (GGB), a cada 25 horas, uma pessoa LGBT é assassinada,
vítima da homofobia, deixando o país no topo da lista mundial de crimes
contra as minorias sexuais. No total, 343 pessoas foram assassinadas, o
número mais alto já identificado.
Diante de um cenário onde o preconceito está enraizado, as pessoas
procuram, cada vez mais, trabalhar em empresas que possuem os mesmos
valores morais, ligados a uma cultura aberta e que promova integração
social. Segundo uma pesquisa feita pela Randstad, multinacional
holandesa de recursos humanos, 87% dos profissionais em todo o mundo
valorizam a diversidade no local de trabalho.
O levantamento mostrou ainda que, no Brasil, 75% dos entrevistados no
país afirmam trabalhar em empresas inclusivas. Petterson Reis, de 23
anos, está dentro desta porcentagem. Pesquisando por oportunidades em
sua área de atuação, ele se identificou com a multinacional alemã Bayer,
que realiza ações em favor da diversidade.

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