Há um antes e um depois da Lava-Jato na América Latina. A gigantesca
investigação de corrupção tem como ponto de partida o Brasil, mas
rapidamente se espalhou para outras nações na região, sobretudo a partir
do fim de 2016, quando a construtora Odebrecht reconheceu às
autoridades americanas que pagou suborno nos países onde operava. Quando
a empreiteira fez a confissão, o Departamento de Justiça dos EUA se
reuniu e qualificou o caso como o maior suborno de empresa estrangeira
na história.
A relevância da investigação da Odebrecht é tamanha que promotores e
procuradores-gerais de 10 países da América Latina e de Portugal
concordaram em realizar ação coordenada. As apurações comprometem
ex-funcionários da empreiteira em vários países. Mas também atingem
pessoas que faziam parte do círculo mais exclusivo do poder: os
ex-presidentes. Existem vários envolvidos na Lava-Jato. Mas há também
uma série de ex-presidentes questionados ou investigados em outros
escândalos. Todos agora fazem parte do clube dos ex-presidentes com
problemas.

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