O governo japonês informou neste domingo o início de um exercício com
a frota de ataque do porta-aviões americano Carl Vinson, enquanto ele
se aproxima das águas em torno da Península Coreana. Os destróieres
Samidare e Ashigara, da Força Marítima de Autodefesa do Japão, deixaram o
país na sexta-feira para se reunirem com os navios americanos, numa
demonstração de solidariedade à posição dos EUA contra o programa
nuclear e de mísseis balísticos de Pyongyang.
Em comunicado, marinha japonesa informou que irá “praticar uma
variedade de táticas” com a frota de ataque americana. Uma fonte
informou à agência Reuters que os destróieres japoneses irão acompanhar
os navios americanos pelo menos até o Mar da China Oriental. Não há
informações sobre o tempo que os destróieres acompanharão o Carl Vinson. A marinha americana classificou o exercício com os navios
japoneses como “rotina”, para melhorar a resposta marítima conjunta e as
capacidades de defesa. Desde que deixou o porto de San Diego, no dia 5
de janeiro, a frota do Carl Vinson realizou três exercícios com a
marinha japonesa, sendo o último em março.
O presidente
americano, Donald Trump, ordenou que o Carl Vinson navegasse para a
Península Coreana como resposta ao aumento das tensões com a Coreia do
Norte. O episódio foi marcado por uma gafe, pois Trump informara no
último dia 12 que a armada estava indo para a região, mas na verdade, os
navios navegavam para a Austrália. Na última
terça-feira, o Carl Vinson encerrou os exercícios com a marinha
australiana e, enfim, rumou em direção à Península Coreana, onde deve
chegar antes do fim do mês.
RESPOSTA NORTE-COREANA
Pyongyang
respondeu ao exercício conjunto, afirmando neste domingo que o país
está preparado para afundar o porta-aviões americano para demonstrar seu
poderio militar. “Nossas forças revolucionárias estão de
prontidão para afundar um porta-aviões nuclear americano com um único
ataque”, afirmou o “ Rodong Sinmun“, jornal do partido do governo. No
artigo, o porta-aviões é comparado a um animal e que o ataque “seria um
exemplo verdadeiro para demonstrar nossa força militar”.
Durante
visita à Grécia, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi,
afirmou que já foram feitas demonstrações de força suficientes, e pediu
calma para os países envolvidos. E num episódio que pode aumentar ainda mais a tensão entre os EUA e a Coreia do Norte, um cidadão americano foi detido quando tentava deixar o país pelo aeroporto internacional de Pyongyang.
Na terça-feira, a Coreia do Norte irá comemorar o 85º
aniversário de fundação do Exército Popular da Coreia. No passado, o
governo de Pyongyang usou datas comemorativas para testar seus
armamentos. Até agora, o país já realizou cinco testes nucleares, sendo
dois no ano passado, e diversos testes com mísseis balísticos.
A
Coreia do Norte afirma repetidamente que seu programa nuclear é
defensivo, e alertou os EUA sobre uma resposta nuclear em caso de
qualquer agressão. As ameaças se estendem ao vizinho do Sul e o Japão,
ambos países dentro do raio de alcance dos mísseis norte-coreanos.

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