Maior negócio realizado no país até então, a venda do grupo gaúcho
Ipiranga em 2007 passou por acertos de bastidores que incluíram
compromissos assumidos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silv. por
Dilma Roussef, na época ministra de Minas e Energia, também presidente
do Conselho de Administração da Petrobrás,e pelo ex-ministro da Fazenda
Antonio Palocci, com a Odebrecht.
Desde antes da eleição de 2002
haveria a garantia de que um futuro governo do PT não impediria a
privatização e a concentração da petroquímica no país.
Relatos sobre esse episódio estão nos depoimentos do empresário Emílio
Odebrecht e do ex-diretor de relações de institucionais da empresa
Alexandrino de Alencar a procuradores da Lava-Jato, ambos apresentados
ontem a noite pelo Jornal Nacional. O executivo não situa a data, mas
afirma que "antes do primeiro mandato de Lula" se encontrou com o então
candidato e Antonio Palocci no apartamento de Pedro Novis, em São Paulo.
Emílio também estaria presente. "Na oportunidade, deixamos claro ao candidato Lula que o setor
petroquímico era prioritário para a Odebrecht, considerada 'a joia da
coroa' para o grupo", relatou Alexandrino.
Alexandrino lembra o episódio da Ipiranga. Relata que, em 2006, a
Odebrecht usou sua influência para barrar os planos da Petrobras. "A
solução encontrada pela companhia foi incluir o assunto na pauta das
reuniões com o presidente Lula e Antonio Palocci, para que nos
auxiliassem a convencer a Petrobras a adquirir a Ipiranga em parceria
conosco e com o grupo Ultra, o que efetivamente ocorreu a partir de 2007", diz um dos anexos do depoimento do executivo com forte atuação no Estado.
Carlos Fadigas, ex-presidente da Braskem, confirmou tudo. E relatou o tamanho das propinas que o grupo pagou para Lula e o PT:
CarlosFadigas: Levantamos esse
histórico e ele traz uma média de US$ 25 milhões a US$ 27 milhões por
ano. O que representa na verdade mais ou menos 5%, pela informação que
eu tenho, do total do Grupo Odebrecht.
Procurador: Caixa dois?
Carlos Fadigas: É. Do fluxo de geração.
CLIQUE AQUI para ver os videos com as delações de Emilio, Alexandrino e Carlos Fadigas. Leia, também, a reportagem completa.


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