
A morte ainda é um mistério para muitos, pois não sabem o que farão,
para onde vão ou como irão sentir-se depois de partir. Há pessoas que
não suportam o fato de ficar próximas a alguém que morreu, por medo ou
por outros sentimentos negativos. Nada sobre o assunto foi comprovado
cientificamente mas, segundo algumas religiões, quando alguém morre, seu
sopro de vida, o que chamamos de alma, retorna para Deus e seu corpo
não tem mais nenhuma reação.
Neste
artigo você irá conhecer a história de uma família que convive
diariamente com o avô falecido dentro de casa. Um repórter foi até a
Indonésia, lugar onde mora a família, e contou em detalhes como é o dia
daquelas pessoas. Segundo ele, o corpo do velho estava em um caixão
dentro de uma quartinho e estava todo colorido.
Os membros da família tratavam a situação com normalidade, e quando uma
pessoa perguntou como o velho estava, a filha respondeu apenas que ele
ainda estava doente. O repórter descreveu o cadáver como sendo áspero,
cinzento e com furos semelhantes aos de mordidas de insetos. Os netos
brincavam por perto e perguntavam à mãe por quê o avô ficava sempre
dormindo. A mãe fazia sinal para que se calassem, como se não quisesse
acordar o idoso.
O que estava acontecendo, na verdade, era que Paulo Cirinda, como era
chamado, morreu há mais de 10 anos, mas sua família acha que ele ainda
está vivo. Casos como esse são normais na região de Tana Toraja,
localizada em uma ilha na #Indonésia, e fazem parte de uma tradição
antiga. O povo do lugar acredita que deve cuidar bem do parente morto
para que seu espírito não os assombre. Eles fazem de tudo para deixar o
defunto confortável, tratando-o como se estivesse apenas doente. Servem
comida, bebidas, cigarros, banho e até trocam suas roupas. A família não
os deixa sozinhos e não apagam a luz do cômodo quando anoitece.
O funeral só acontece depois de algum tempo, quando os parentes
estiverem prontos para a partida, emocional e financeiramente. Durante o
evento, muitos búfalos são sacrificados, pois o povo Torajam acreditam
que os familiares mortos estão fazendo a partida naquele momento e que
os aminais podem ajudar a carregar suas almas. As pessoas da região não
costumam viver com muito luxo, pois preferem guardar seu dinheiro para
usar no #enterro.

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