Por Francis Juliano - O
registro de dois micos mortos em Cruz das Almas, no Recôncavo,
aumentaram a preocupação de moradores sobre a febre amarela. O primeiro
animal foi encontrado na localidade de Coplan, na zona urbana, no dia 7
março. O segundo foi achado em Tuá, na zona rural do município, e foi
levado à Vigilância Sanitária, nesta quarta-feira (5).
Segundo a
diretora da Vigilância em Saúde, Sandra Maria, o último animal foi
entregue na manhã desta quinta-feira (6) no Laboratório Central de Saúde
Pública [Lacen], em Salvador. Conforme a diretora, o laboratório não dá
prazo preciso para a divulgação dos resultados.
“O laboratório não nos
dá um prazo exato. Esse primeiro [animal] de março ainda a gente não
recebeu o resultado do diagnóstico. Acredito que a demora seja pela
demanda que chega dos municípios para o estado”, disse em entrevista ao
Bahia Notícias. Sandra afirma que os procedimentos exigidos pelo
Ministério da Saúde já foram adotados: fazer o bloqueio e a borrificação
das áreas onde os primatas foram achados. A diretora também declarou
que pediu mais de 1 mil doses – outras 2,7 mil já chegaram – à
secretaria de saúde do Estado, que não confirmou a segunda solicitação. O
envio das doses, acrescenta Sandra, também não dependeria do município.
“A gente não controla isso, porque as doses saem do Ministério para os
estados, que enviam aos núcleos regionais de saúde, para depois chegar
nas cidades. É uma cadeia.
Nosso papel é fazer a solicitação. Além
disso, quem tem caso confirmado, tem prioridade”, argumentou. Mesmo com a
suspeita da febre nos macacos, a diretora declarou que a situação está
sob controle. “Nâo há porque criar pânico em Cruz das Almas até porque
não existe nada confirmado da doença, nem silvestre, nem humana. Todas
as unidades de saúde estão recebendo as doses e vacinando”, finaliza.

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