Correio 24 hs - O último levantamento divulgado pela SESAB informou que 23 macacos
mortos foram confirmados com febre amarela silvestre, nos municípios de
Alagoinhas, Camaçari, Catu, Cordeiros, Feira de Santana, Ituberá, Nova
Viçosa, Ouriçangas, Pedrão, Salvador, Santa Rita de Cássia, São Felipe e
São Miguel das Matas. Embora
não transmitam a doença, a morte de macacos com febre amarela serve de
alerta para os humanos.
O surto do vírus em primatas fez com que o
Ministério da Saúde (MS), em conjunto com secretarias estaduais e
municipais, tomasse providências para conter o vírus em algumas regiões.
Na Bahia, ainda não há casos confirmados em humanos, mas a morte de
alguns macacos deixa todo mundo preocupado. Veja tudo o que sabemos
sobre a doença no estado.
A febre amarela é uma arbovirose, ou seja, uma doença transmitida
somente por meio de picadas de insetos, não havendo outro meio de
transmissão. Ela pode ser adquirida de duas maneiras, o que define os
“tipos” da doença, silvestre ou urbana. A Febre Amarela Urbana não
acontece no Brasil desde 1942. Ela é caracterizada pela transmissão do
vírus através do Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da zika. O Aedes
pica um humano doente, e depois pica um humano saudável, transmitindo o
vírus.
Já a Febre Amarela Silvestre, a do surto recente, é transmitida através
de outros mosquitos, dos gêneros Haemagogus ou Sabethes. Estes mosquitos
não andam em meio urbano, por isso que esse tipo de febre amarela
acontece nas zonas rurais, em matas ou na beira de rios. Apesar desses
mosquitos picarem humanos, é mais comum que eles piquem animais, como
macacos. Segundo o infectologista Alfredo Passalacqua, quem contrai
vírus da febre amarela não costuma apresentar sintomas ou, quando
aparecem, são muito fracos.
“As primeiras manifestações da doença apresentam-se com febre alta,
calafrios, cansaço, dor de cabeça e muscular. Apresentam também náuseas e
vômitos por cerca de três dias e, em sua forma mais grave, após um
pequeno período de melhora, reaparecem sintomas de quadros de
insuficiências hepática e renal, olhos e pele amarelados (icterícia) e
manifestações hemorrágicas”, detalha.


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