Planos de saúde são serviços almejados no Brasil. Segundo uma pesquisa
de 2015 feita pelo Ibope a pedido do Instituto de Estudos de Saúde
Suplementar (IESS), 74% dos brasileiros que não possuem plano de saúde
gostariam de ter.
Não é difícil entender essa aspiração: apesar de os
planos só atenderem um quarto da população, a disponibilidade de médicos
no setor privado é três vezes maior do que no SUS, que também sofre com
a falta de especialistas e longas esperas para atendimento, marcação de
consultas e de exames.
Nos últimos dois anos, porém, o número de
privilegiados com acesso aos planos de saúde no Brasil caiu em 2,8
milhões: de 50,4 milhões em dezembro de 2014 para 47,6 milhões em
janeiro de 2017, segundo os dados mais recentes divulgados pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
“A contratação de plano de saúde
está diretamente relacionada à empregabilidade formal e ao poder de
compra do cidadão. Em um cenário econômico adverso, é natural que haja
redução no número de beneficiários”, afirmou a agência, em nota.

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