Pinah, a Cinderela Negra. Ou Marisa Marcelino de Almeida, a Nega
Pelé. Não há dúvidas de que as escolas de samba sempre tiveram ícones
que representaram a beleza e a ancestralidade da mulher negra no
carnaval. Mas como rainhas de bateria, com toda a majestade do posto,
elas foram minoria por muitos anos. Foram. Porque, agora, o jogo virou.
Das 12 escolas postulantes ao título do Grupo Especial, sete têm
negras como soberanas absolutas. Famosas ou oriundas da comunidade, elas
consolidam um processo que vem mudando padrões nos últimos anos, com o
sucesso do reinado de Raíssa de Oliveira, na Beija-Flor, ou de Evelyn
Bastos, na Mangueira. E se juntam a uma dinastia na qual já figuraram a
pioneira Adele Fátima, na Mocidade, Soninha Capeta, na azul e branco de
Nilópolis, Tânia Bisteka, na verde e rosa, ou Patrícia Costa, na
Viradouro.

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