O número de mortes após a explosão de um carro-bomba na capital
somaliana, Mogadiscio, subiu para 34, com 52 feridos, de acordo com a
polícia local. "Muitos dos mortos foram carregados por seus parentes
logo após a explosão", disse o capitão Mohamed Hussein. "É um ataque
horrível e bárbaro que pretendia apenas matar civis", completou. "A
explosão de um carro-bomba estacionado nas proximidades de um
restaurante aconteceu em uma hora movimentada em que os negociantes e
compradores estavam reunidos dentro do mercado", disse o comissário do
distrito, Ahmed Abdulle.
Esse foi primeiro grande ataque desde que o
novo presidente da Somália foi eleito no dia 8 de fevereiro. Embora
nenhum grupo tenha reivindicado a autoria do atentado ainda, o ataque
carrega as marcas do grupo extremista islâmico do país, al-Shabab. No
Twitter, o presidente Mohamed Abdullahi Mohamed condenou o ataque,
dizendo que mostrava a "crueldade" do al-Shabab.
Poucas horas depois da
explosão, o grupo denunciou o novo presidente como um "apóstata" e
prometeu continuar lutando contra o governo. O ministro de Relações
Exteriores da Itália, Angelino Alfano, condenou o ataque dizendo que a
"Itália continua do lado da Somália no processo de estabilização do
país". Ele acrescentou que "juntos vamos agir para que os terroristas
não consigam interromper o caminho da paz e reconciliação" (AFP).

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