O goleiro Bruno, ex-jogador do Flamengo, deixou por volta das 19h30
desta sexta-feira, 24, a Associação de Proteção e Assistência aos
Condenados (Apac) de Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, onde cumpria
pena de 22 anos e três meses de prisão pelo sequestro, assassinato e
ocultação de cadáver da sua ex-amante, Eliza Samúdio, com quem teve um
filho. A defesa do jogador conseguiu no último dia 21 habeas corpus para
que o atleta fosse libertado.
A decisão partiu do ministro Marco Aurélio Mello. No pedido de habeas
corpus, a defesa de Bruno alega que o jogador, preso há quase sete
anos, não teve analisado, até o momento, recurso contra seu julgamento,
ocorrido em 2013, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Bruno
deixou a Apac com a mulher, Ingrid Calheiros, e advogados.
Na decisão, o ministro afirma que “a esta altura, sem culpa formada, o
paciente está preso há seis anos e sete meses” e que “nada,
absolutamente nada, justifica tal fato. A complexidade do processo pode
conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no
tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória”.

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