Foto: Divulgação
Uma polêmica sacudiu o futebol catarinense no último domingo (19). Isso
porque, um dos presidentes do Marcílio Dias-SC, Mauro Pereira,
repercutiu negativamente no estado. Ele disse que, para seu clube
crescer, não será necessário ocorrer um acidente aéreo – a comparação
foi feita à tragédia que acometeu a Chapecoense, no final de 2016.
"Muita gente me cobrou para não falar isso, mas o avião do Marcílio Dias
não precisa cair para a gente transformarmos [sic] esse time uma
potência do futebol catarinense, do futebol brasileiro. Não precisamos
de tragédia para tornar nosso time grande", disse o dirigente, numa
transmissão no Facebook.
Após a declaração, rapidamente o clube da
segunda divisão de Santa Catarina se posicionou, por meio de uma nota
oficial. "A declaração de que o Marcílio Dias não precisa passar por uma
tragédia para se reerguer está colocada pelo diretor no contexto do
programa de sócio-torcedor do clube. Temos a consciência de que uma
administração séria, transparente e comprometida, como existe na
Chapecoense, é fator determinante para o sucesso de um programa de
sócios. A colocação está no sentido de que a torcida precisa ser
solidária ao processo de renovação do clube, sem a necessidade de passar
por uma tragédia para que isso venha a acontecer", ponderou o clube.
Ainda na mesma nota, o Marcílio pediu desculpas pelas declarações do
dirigente. "Em momento algum a declaração visou desmerecer, diminuir ou
denegrir a Associação Chapecoense de Futebol, um exemplo a ser seguido
pelo Marcílio Dias em termos de administração, e que temos o total
respeito e entendimento de sua grandeza, inclusive antes da tragédia
acontecer.
Transmitindo a mensagem do nosso vice-presidente, pedimos
desculpa àqueles que se sentiram ofendidos pela declaração, e que em
momento algum ela foi relacionada a diminuir a tragédia ou nosso coirmão
de Chapecó, um exemplo a ser seguido dentro e, principalmente, fora de
campo”, completou. Na tragédia na qual parte do time da Chape foi
dizimada, 71 pessoas morreram, entre jogadores, dirigentes do clube,
imprensa e tripulantes. Apenas seis pessoas sobreviveram.
TN: Este cidadão que se diz dirigente, perdeu uma grande oportunidade de se tornar um poeta, de boca fechada.

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