Folhapress - O STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu
uma investigação iniciada pelo Ministério Público do Distrito Federal
sob suspeita que o senador Romário (PSB-RJ) instalou um campo de futebol
e um píer de madeira em área de preservação às margens do lago Paranoá,
em Brasília.
As obras, segundo a investigação
preliminar, foram feitas pelo senador na casa em que mora no Lago Sul,
área nobre de Brasília. Ao constatar que o morador do imóvel era
Romário, porém, o Ministério Público do Distrito Federal solicitou o
envio da investigação para o STF, já que o senador possui foro
privilegiado.
O processo ficou sob a relatoria do ministro Teori Zavascki, mas ainda deve ser encaminhado à Procuradoria-Geral da República para que decida se solicita a abertura de um inquérito para apurar formalmente o caso. A suspeita seria de crime ambiental.
Em nota, a assessoria de Romário afirmou que ele não construiu as quadras, porque já existiam no local, mas que "realizou apenas pequenas adequações depois que alugou o imóvel". Diz ainda que o píer foi autorizado pela Marinha. "Se houve algum dano ambiental, ocorreu antes mesmo da locação do imóvel, não podendo ser a ele imputado".

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