Os ataques criminosos ocorridos em diversas
cidades do Rio Grande do Norte nos últimos dias foram o tema do novo
artigo do deputado federal Rogério Marinho (PSDB), divulgado neste final
de semana. Segundo o parlamentar, são muitos os motivos para o avanço
da criminalidade no Estado, mas todos os poderes têm suas
responsabilidades para combater esta realidade, “principalmente o
municipal”.
“Os poderes públicos, principalmente o municipal,
devem gestar políticas que fortaleçam famílias e os lares dos milhares
de jovens do RN. É preciso uma iluminação pública eficaz, capaz de
inibir o crime; ocupar espaços públicos com campos de futebol e
atividades lúdicas; integrar câmaras de segurança e Guarda Municipal ao
aparato policial do estado; e a escola precisa ser de alta qualidade, de
tempo integral e que consiga ministrar uma educação cidadã, palavra tão
utilizada, mas pouco praticada”, disse Rogério no texto.
Ainda de acordo com o tucano, “é preciso um
combate vigoroso contra a indústria nefasta das drogas, ação
negligenciada principalmente ao longo dos últimos 13 anos. Jamais o País
será desenvolvido se não for capaz de pelo menos garantir segurança
pública eficaz”.
Leia o artigo completo abaixo.
Terror pelas ruas do RN
Deputado Federal Rogério Marinho
Nos últimos dias o terror tentou tomar conta do
nosso Estado. Ficamos reféns dos marginais organizados para espalhar
medo e intimidar o poder público. A situação lembrou o ano de 2006,
quando o PCC organizou uma terrível onda de ataques em várias cidades de
São Paulo. Segundo informações dos órgãos de segurança do RN, até o dia
4 deste mês, mais de 30 cidades foram atingidas por ações terroristas,
com um total de 100 ocorrências entre incêndios, atentados com armas de
fogo e bombas contra prédios públicos.
Até o início de agosto, mais de 100 suspeitos de
participarem das ações terroristas foram presos. As polícias Civil e
Militar estão de parabéns pelo empenho em garantir a ordem no Estado.
Quando criminosos tentam acuar a sociedade por meio do terror, o que
está em jogo é a vida. O poder público jamais pode deixar-se sequestrar
por poderes paralelos. A resposta ao terrorismo deve conter todo rigor
possível.
Os eventos vividos pelos potiguares são
efeitos do grave problema de violência que acomete toda a nação. O
Brasil detém cifra de mais de 60 mil homicídios anuais. Recordes
macabros, quebrados sucessivamente na última década, são coincidentes
com o fato do país ter se tornado o segundo maior consumidor de cocaína
do mundo, segundo a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes
das Nações Unidas, em estudo correspondente a 2015. Crime e tráfico de
drogas sempre andam juntos.
Em 2014, segundo levantamento da organização
mexicana Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y la Justicia
Penal, Natal e região metropolitana foram detentoras da 11ª maior taxa
de homicídios do mundo: 63,6 por 100 mil habitantes. A falta de
segurança pública atinge todas as capitais nordestinas: João Pessoa foi a
4º cidade, Maceió a 6ª, Fortaleza a 8ª e São Luís a 10ª cidade do mundo
em taxa de homicídios.
É evidente que o avanço do tráfico de drogas
explica em boa parte o aumento da criminalidade. Porém, outros fatores
contribuem para o caos da segurança pública. O sistema carcerário, hoje,
está funcionando como central de comando de crimes e o Estado perdeu o
controle. Há necessidade de sua reformulação completa, inclusive
estabelecendo parcerias públicas e privadas para a construção de novos
presídios; eles devem funcionar com economicidade e altos padrões de
segurança.
Os poderes públicos, principalmente o municipal,
devem gestar políticas que fortaleçam famílias e os lares dos milhares
de jovens do RN. É preciso uma iluminação pública eficaz, capaz de
inibir o crime; ocupar espaços públicos com campos de futebol e
atividades lúdicas; integrar câmaras de segurança e Guarda Municipal ao
aparato policial do estado; e a escola precisa ser de alta qualidade, de
tempo integral e que consiga ministrar uma educação cidadã, palavra tão
utilizada, mas pouco praticada.
Mas nada disso será capaz de deter a
criminalidade sem a retomada do crescimento econômico, sem intervenções
emancipadoras nas áreas mais fragilizadas do País, investimento em
segurança e um governo federal que faça a sua parte na vigilância de
nossas fronteiras. É preciso um combate vigoroso contra a indústria
nefasta das drogas, ação negligenciada principalmente ao longo dos
últimos 13 anos. Jamais o País será desenvolvido se não for capaz de
pelo menos garantir segurança pública eficaz. Que este episódio seja o
ponto de inflexão no combate ao crime.

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