Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio,
Serviços e Empreendedorismo (Frente CSE), o deputado federal Rogério
Marinho (PSDB) foi um dos debatedores do “Brasil em Código – Conferência
Internacional”, promovido pela Associação Brasileira de Automação-GS1
Brasil, em São Paulo, nesta quinta-feira (30). O encontro contou com a
presença de mais de 300 executivos e diretores de grandes empresas do
país.
O painel que contou com a participação do
parlamentar teve como tema "Como empresas e setores podem superar o
momento atual". Rogério debateu o assunto com o presidente da
Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, Fernando Honório, em mesa
que teve como mediador o jornalista Nivaldo Prieto. Um dos pontos altos
ocorreu quando o tucano garantiu posicionamento da Frente CSE contra o
aumento de impostos.
"Todos os dias a gente vê
uma nota nova querendo taxar o comércio ou a indústria. Para o
governante é muito cômodo resolver seu problema aumentando a tributação.
Não faz o dever de casa para reduzir o tamanho do estado. E sempre foi
assim, e vai continuar se não gritarmos. Por isso estamos organizados
para dizer ao governo que 257 deputados e mais 27 senadores não aceitam
aumento de impostos. Não aceitam mais que a sociedade brasileira pague o
pato, pague o preço da incompetência, da má gestão e da péssima
condução do sistema público", disse Rogério.
O
parlamentar destacou dois temas definidos como prioridade pela Frente
CSE. Um deles é trabalhar pela modernização da lei trabalhista
brasileira, que data da década de 30. "O mundo mudou muito nos últimos
70 anos. Há uma série de atividades econômicas que surgiram e precisam
ser adaptadas na legislação sem que haja pontos impossíveis de serem
debatidos".
A outra questão é referente a
aprovação do projeto de lei que estabelece o "Trabalho Intermitente". "É
um primeiro passo para essa modernização da legislação trabalhista. Vai
permitir que o trabalhador possa receber por hora de jornada, vai
melhorar a área de serviços, principalmente bares e restaurantes e até
na agricultura, em períodos de maior colheita, e atingir até grandes
eventos, como o Carnatal, festas juninas, Olimpíadas, eventos com
períodos menores que não são cobertos pela lei".
Outros
assuntos elencados por Rogério que, na sua opinião, precisam entrar em
debate no Congresso Nacional, são a aprovação da terceirização e as
reformas tributária e previdenciária. Sobre o atual momento político do
país, o deputado se mostrou otimista e cobrou uma posição da sociedade
brasileira quanto ao futuro. "O país vai mudar. Nós estávamos em um
círculo vicioso. Havia quebrado a credibilidade e o mercado reagiu da
pior maneira. Hoje, há a perspectiva positiva. Mas há dificuldade no
país em definir o foco que queremos. Que sociedade imaginamos para os
nossos filhos e netos?", questionou.

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