Recentemente, o mundo ficou fascinado e ao mesmo tempo apavorado após um
cirurgião italiano, Dr. Sergio Canavero, afirmar que iria realizar o
primeiro transplante de cabeça humana no mundo. Agora, um cirurgião
chinês, Dr. Ren Xiaoping, disse que também tem planos para realizar o
mesmo procedimento, considerado extremamente difícil e problemático.
O médico, em entrevista ao The New York Times (NYT), explicou que no
momento está construindo uma equipe a fim de dar prosseguimento ao seu
plano, que será realizado, segundo ele, quando ela “estiver pronta”.
O plano em questão, de acordo com a IFLScience, envolve cortar duas
cabeças, de um doador falecido e de uma pessoa viva e, em seguida,
conectar os vasos sanguíneos do corpo morto com a cabeça do paciente
vivo. A equipe também planeja inserir uma placa de metal para
estabilizar o pescoço, e, depois, mergulhar as terminações nervosas da
medula espinhal em uma substância específica para incentivá-las a se
conectarem.
Dr. Ren Xiaoping, à direita.
Sarcasticamente apelidado de Dr. Frankenstein pela imprensa, Dr.
Xiaoping ganhou notoriedade no início deste ano, depois de afirmar ter
realizado o mesmo transplante em um macaco. No experimento, o primata
conseguiu sobreviver por 20 horas, antes de ser sacrificado por razões
éticas.
De acordo com o relatório publicado pelo NYT,
várias pessoas na China já se ofereceram para o transplante, incluído
um senhor de 62 anos de idade, Wang Huanming, que ficou paralisado do
pescoço para baixo, há seis anos.
O plano, no entanto, ainda precisa superar uma série de obstáculos, e
obviamente, já recebeu uma enorme quantidade de críticas, entre elas, a
de médicos, que questionam se o procedimento é cientificamente possível.
Segundo eles, seria necessário reconectar os neurônios na coluna
vertebral, algo que parece improvável, apesar dos avanços recentes
feitos nesta área da biomedicina.
As preocupações éticas, que já correm desde o anúncio do Dr. Canavaro,
falam sobre a capacidade de um cérebro se integrar com sinais,
percepções e informações de um novo corpo, diferente do qual estava
familiarizado. “Eu acho que o resultado mais provável é loucura ou
deficiência mental grave”, disse Arthur Caplan, chefe de ética médica na
Universidade de Nova York, em um artigo para a revista Forbes. Na
imagem de capa, fotos de ratos que sofrerem transplantes de cabeça
realizados pelo Dr. Ren Xiaoping na Universidade Médica de Harbin.
[Fonte]

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