Até o
final deste ano, a Associação dos Produtores Potiguares de Ostras
(Aproostra), no município de Tibau do Sul, distante 77 quilômetros de
Natal, deve comercializar cerca de 60 mil ostras da espécie nativa
Crassostrea gasar, popularmente conhecida como ostra preta, cultivadas
em laboratório. Com isso, o Rio Grande do Norte se tornará o primeiro
estado brasileiro a produzir em escala comercial essa espécie.
A
iniciativa faz parte do Projeto AquiNordeste, desenvolvido pelo Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN), voltado
para o fortalecimento da cadeia produtiva da aquicultura na região. As
ostras produzidas no RN seguirão princípios de sustentabilidade e não
irão reduzir os estoques nativos, já escassos no estado, pois as
sementes foram produzidas sem terem sido retiradas de bancos naturais
dos estuários. O desenvolvimento dos moluscos está sendo acompanhado em
uma unidade de pesquisa, demonstração e produção, montada na Lagoa de
Garaíras, em Tibau do Sul.
Testes
para reprodução da ostra preta já foram realizados em laboratórios de
universidades Brasil afora. No entanto, pela primeira vez, a reprodução
está sendo direcionada em escala comercial para retomar a expansão do
cultivo de ostras em estuários potiguares sem agredir os estoques
naturais.

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