Estadão Conteúdo - Adolescente declarou receber ameaças pela internet e que se sentiu desrespeitada na delegacia. O programa “Bom Dia Rio”, da TV Globo, informou que o laudo da
perícia sobre o caso do estupro coletivo de uma menina de 16 anos,
ocorrido na zona oeste do Rio de Janeiro, não apontou indícios de
violência.
Segundo o telejornal da manhã desta segunda-feira (30), o
resultado negativo é consequência do longo tempo que a vítima levou para
fazer o registro na polícia – e o posterior exame de corpo de delito.
Desde a madrugada, a Polícia Civil realiza buscas para
cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra seis acusados
de participar do estupro coletivo, praticado contra uma adolescente de
16 anos no Morro do Barão.
A ação é coordenada pela delegada Cristiana Onorato, da
Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), e pelo diretor do
Departamento Geral de Polícia Especializada, Ronaldo de Oliveira.
Houve troca dos delegados que cuidavam do caso no domingo –
Cristiana Onorato, da DCAV no lugar de Alessandro Thiers, titular da
Delegação de Repressão aos Crimes de Informação (DRCI) –, segundo a
assessoria de imprensa da Polícia Civil, para “evidenciar o caráter
protetivo à menor vítima na condução da investigação, bem como afastar
futuros questionamentos de parcialidade no trabalho”.
“Tentaram me incriminar, como se eu tivesse culpa por ser estuprada.”
No mesmo dia, a família decidiu dispensar a advogada Eloísa, que defendia a adolescente no caso. A jovem será protegida pelo Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, em parceria com o governo federal.
Cristiana Onorato, da Delegacia da Criança e do Adolescente, substitui Thiers à frente do caso.

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