G1 Rio - O Fantástico adiantou algumas
informações que estarão no laudo realizado sobre o vídeo divulgado nas
redes sociais do caso de um estupro coletivo que teria ocorrido em uma
comunidade na Zona Oeste do Rio. O chefe de Polícia Civil, Fernando
Veloso, informou que o laudo pode trazer novas informações sobre o
caso. “Não há vestígios de sangue nenhum que
se possa perceber pelas imagens que foram registradas. Eles [os peritos]
já estão antecipando, alinhando algumas conclusões quanto ao emprego de
violência, quanto à coleta de espermatozoides, quanto às práticas
sexuais que possam ter sido praticadas com ela ou não. Então, o laudo
vai trazer algumas respostas que, de certa forma, vão contrariar o
senso comum que vem sendo formado por pessoas que sequer assistiram ao
vídeo”, concluiu Veloso.
A menor de 16 anos de idade que teria
sido vítima de um estupro coletivo em uma comunidade da Zona Oeste do
Rio de Janeiro entrou no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes
ameaçados de Morte (PPCAM), executado pela Secretaria de Direitos
Humanos do Estado do RJ. A adolescente já saiu de casa e está em um
local que não foi divulgado, como informou a Globo News.
O programa de proteção foi criado em
2003 como uma das estratégias do governo federal para o enfrentamento
dos casos de assassinato de crianças e adolescentes.
A delegada que assumiu a coordenação do
caso a partir deste domingo (29), Cristina Bento, titular da Delegacia
de Proteção à Criança e Adolescente Vítima (DCAV) afirmou que está
estudando o inquérito e que a medida foi necessária para garantir a
segurança da jovem. “É muito importante, para garantir a
integridade física da vítima. Se houver alguma dúvida, vamos ter que
requisitar a oitiva dela e ver uma forma de novamente ouví-la. Mas eu
acredito que não será necessário. Mas eu preciso analisar cada termo de
declaração tomado. Estou vendo parágrafo por parágrafo e vou dar uma
resposta. Vocês podem confiar”, afirmou a delegada.
Advogada dispensada
No fim da tarde deste domingo (29), a advogada Eloísa Samy Santiago informou que a família da menor, que teria sofrido violência sexual de 30 homens dispensou os seus serviços. “Hoje à tarde recebi pelo WhatsApp um aúdio da avó da adolescente me agradecendo pelo meu empenho e dedicação ao caso, mas dispensando a continuidade dos meus serviços em razão da família agora estar sob os cuidados e a proteção da Secretaria de Direitos Humanos do Estado”, afirmou Eloísa em uma postagem em uma rede social.
No fim da tarde deste domingo (29), a advogada Eloísa Samy Santiago informou que a família da menor, que teria sofrido violência sexual de 30 homens dispensou os seus serviços. “Hoje à tarde recebi pelo WhatsApp um aúdio da avó da adolescente me agradecendo pelo meu empenho e dedicação ao caso, mas dispensando a continuidade dos meus serviços em razão da família agora estar sob os cuidados e a proteção da Secretaria de Direitos Humanos do Estado”, afirmou Eloísa em uma postagem em uma rede social.
Neste domingo (29), toda a coordenação
da investigação do caso de estupro coletivo da adolescente passará para a
ser conduzida pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV),
afirmou o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso:
“Em razão desse elevado desgaste que o
delegado [Alessandro Thiers, delegado titular da Delegacia de Repressão
aos Crimes de Informática (DRCI)] está tendo, a gente vai avaliar se
houve falta de habilidade dele na questão do trato com a vítima, ou não.
Até para tentar preservar o delegado e garantir a imparcialidade da
investigação, para que a gente não tenha que enfrentar discussão sobre a
investigação ser conduzida de forma imparcial”, disse Veloso.
As investigações estão agora sob a
responsabilidade de Cristiana Bento, delegada titular da DCAV, que já
acompanhava as investigações. “Os autos estão indo para a mão dela.
Estarão com ela ainda hoje. Já conversamos e ela vai se inteirar de
todas as provas já colhidas e materializadas; e amanhã, a delegada irá
se manifestar quanto à necessidade, ou não, de alguma medida cautelar,
seja ela de prisão ou não. Mas pode ser se manifestar hoje ainda”,
informou o chefe de Polícia Civil.
Veloso confirma, ainda, que existe a possibilidade da prisão de alguns dos suspeitos ser pedida ainda neste domingo (29). “Alguma coisa ela [Cristiana] já tinha
conhecimento. Se ela vislumbrar elementos suficientes para a
representação de uma medida cautelar, seja de prisão ou até outra, nesse
sentido ela o fará ainda hoje”, explicou Veloso.
Segundo Veloso, a questão suscitada pela
advogada da vítima, Eloísa Samy, de que a menor teria ficado acuada
durante depoimento ao delegado Thiers, foi levada em consideração. “A gente entende que, ainda que o
delegado [Alessandro Thiers] estivesse buscando o melhor caminho para
esclarecer os fatos, a Dra. Cristiana tem essa habilidade [de tratar com
menores vítimas], além de ter o mesmo conhecimento que o Dr.
Alessandro. Ela é tão competente quanto ele, são dois excelentes
delegados. Ela tem sensibilidade e um conhecimento melhor nessa questão
do trato com a vítima. Afinal de contas, esse é o dia a dia dela”,
afirmou Veloso.
Nesta segunda-feira (30), de acordo com
Veloso, a delegada Cristiana Onorato dará mais informações sobre o caso
durante coletiva de imprensa. “Vamos fazer um balanço amanhã. A dra.
Cristiana já vai se manifestar quanto a decisões tomadas”, afirmou.

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