Foto: Divulgação
Uma das estudantes seria aluna da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) em Santo Amaro (SP). Na conversa, a aluna falava de procedimentos clínicos em crianças e contou que a professora pediu para ela fazer prolaxia no paciente.
Ela diz que que pegou a carpule (seringa com agulha) e fugou de propósito a gengiva da criança, que não parava de chorar. “Eu falei: você quer com dor ou sem dor? Aí ele: sem dor. Eu falei: então abre a boca e fica quieto!”, escreveu.
André Passarelli Neto, professor e ex-coordenador de curso na FMU, contou que os atendimentos em crianças são feitos em clínicas dentro da própria faculdade, com supervisão. Ele diz que os professores não orientam os alunos a ameaçar as crianças e que em caso de dúvida sob como proceder, a aluna deveria consultar o educador.
“Na disciplina de Odontopediatria existem algumas manobras que ensinamos porque as crianças são mais difíceis de serem tratadas, elas ficam com medo. Além disso, as mães são obrigadas a acompanhar tudo que é feito nos filhos”, explicou ele ao Extra. A FMU também se manifestou através de nota informando que uma sindicância apura o caso.
Leia a nota:
“Sempre comprometido em oferecer aos seus estudantes uma formação acadêmica pautada pela ética e pelas boas práticas, o Complexo Educacional FMU informa que abriu uma sindicância interna para verificar o ocorrido no caso relatado (estudante de Odontologia) e assim tomar as providências cabíveis, uma vez que a condução explicitada em post de Facebook não condiz com as orientações da Instituição.
Ressaltamos que o Complexo Educacional FMU incentiva o atendimento humanizado da comunidade por intermédio das clínicas da sua Escola da Saúde. Em 2015, foram mais de 40 mil atendimentos, sendo um dos motivos pelos quais a instituição é reconhecida no mercado por formar profissionais altamente qualificados”.
O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo também divulgou nota repudiando o ato da aluna e dizendo que está investigando o que aconteceu.
“Os cursos de graduação em Odontologia, por meio de seus professores, buscam capacitar o acadêmico às práticas de prevenção, ao tratamento e à cura dos problemas relacionados à saúde bucal, em todas as áreas, inclusive a Odontopediatria.
Sendo certo que não há qualquer recomendação técnica no sentido de ‘furar a gengiva do paciente’, por exemplo, para estabelecer um vínculo de respeito, confiança e colaboração, o CROSP repudia toda e qualquer conduta que visa estigmatizar os procedimentos odontológicos e a figura do cirurgião-dentista como um profissional que provoca dor ou que se relaciona com seus pacientes de forma desumana ou antiética.
O CROSP está adotando medidas pertinentes para averiguar a veracidade dos fatos e a identificação dos citados, em prol da ética, da proteção da população e da valorização da Odontologia”.

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