A ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Maria Thereza de
Assis Moura determinou nesta sexta-feira (22) que uma empresa de
telefonia identifique, em dez dias, o proprietário de uma linha de
celular que teria distribuído, durante as eleições de 2014, mensagens
vinculando a continuidade do programa Bolsa Família ao resultado da
disputa presidencial.
A decisão foi tomada nas ações que pedem a cassação da presidente
Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer por abuso de poder
político e econômico, além da suspeita de que a campanha dos dois foi
abastecida com dinheiro desviado da Petrobras.
Os torpedos ligavam a possível eleição do senador Aécio Neves
(PSDB-MG), que acabou como segundo colocado da disputa eleitoral, ao fim
do Bolsa Família e eram assinadas pelo governo federal. O Planalto
negou ligação com as mensagens.
O número que teria replicado as mensagens é de um aparelho registrado no
Rio de Janeiro. Além dos dados do proprietário entre julho e outubro de
2014, o TSE também requisitou relação de outras linhas do mesmo usuário
e quantas mensagens foram por elas enviadas no período.
Relatora das ações que pedem a perda do mandato dos dois, Maria
Thereza atendeu a pedido da defesa da presidente e determinou a retirada
dos autos da ação uma comparação de Dilma ao diabo, feita pelo PSDB.
O PSDB incluiu no documento uma reprodução de uma frase polêmica lançada
por Dilma pouca antes da campanha, de que se podia fazer 'o diabo' numa
eleição, e escreveu: 'Vade retro, Satanás". Os advogados de Dilma no TSE pedem que seja riscado dos autos esse trecho, sob a justificativa de ser ofensivo à presidente.
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