De acordo com a coordenadora de Promoção à Saúde (CPS), Cláudia Frederico, o quadro epidemiológico atual não configura motivo para pânico na população nem para antecipação da vacina, e por essa razão a Sesap mantém sua rotina de trabalho, atualização dos profissionais, intensificação das orientações e monitoramento dos casos suspeitos para detectar mutação do vírus.
Com relação aos medicamentos para combater a gripe, a Sesap está solicitando a ampliação do estoque de medicamentos e fazendo o levantamento do quantitativo nos hospitais descentralizados. Os casos notificados estão nos municípios de Lagoa Nova (1), Parnamirim (1) e Natal (11). Um dos casos descartados é relativo a um paciente em Natal, que se revelou positivo para a influenza a (H3N2) sazonal. Além de orientar a população a evitar aglomerados, a Saúde está fazendo as seguintes orientações:
Lavar as mãos com água e sabão, especialmente após tossir ou espirrar.
-Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca com lenço descartável.
-Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
– Lavar as mãos frequentemente e não levar as mãos sujas aos olhos, nariz e boca.
RN tem 407 casos suspeitos de microcefalia
O Centro de Informações Estratégicas em
Vigilância em Saúde (CIEVS) da Secretaria de Estado da Saúde Pública
(Sesap) divulgou o novo boletim com as informações atualizadas sobre a
situação epidemiológica da microcefalia e outras malformações no Rio
Grande do Norte.
Foram notificados 407 casos suspeitos de
microcefalia relacionados às infecções congênitas. Desses, 301 são de
nascimentos ocorridos em 2015, 88 são de nascimentos ocorridos até a
semana epidemiológica nº 12, encerrada em 26/03 (dois foram de 2014 e os
demais foram abortos e pré-natal). Os casos notificados estão
distribuídos em 79 municípios do estado.
Do total, 289 estão sob investigação, 83
foram confirmados e 35 foram descartados (descartados por apresentar
exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas
por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de
casos.
Dos casos notificados, 3,7% evoluíram
para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou
natimorto), o que representa um número de 15 óbitos, sendo 9
confirmados e 6 ainda em investigação. Dos 9 óbitos confirmados, seis
apresentaram resultado de exame de imagem com presença de alterações
típicas indicativas de infecção congênita, e quatro foram confirmados
por critério clínico-laboratorial com identificação do vírus Zika.
O Ministério da Saúde orienta as
gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito
Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da
exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou
teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes
permitidos para gestantes.

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