Depois da
queda, um coice. A expressão popular define bem a realidade dos donos de
restaurantes de comida japonesa. Como se já não bastasse a queda de 30%
no movimento dos seus estabelecimentos provocada pela crise econômica,
os empresários agora precisam encontrar alternativas para lidar com a
disparada no preço do salmão, peixe preferido dos brasileiros. Nos
últimos três meses, o valor médio do quilo vendido no atacado em
Pernambuco subiu de R$ 26 para R$ 39.
A
disparada nos preços é consequência da crise na produção do Chile, país
que fornece todo o salmão consumido no Brasil. Desde janeiro, os
produtores chilenos estão sofrendo com a proliferação de algas marinhas
tóxicas em seus criadouros, agravada pelo fenômemo El Niño. As algas já
provocaram a morte de mais de 23,8 milhões de peixes, comprometendo 18%
da produção. Com pouca oferta, os preços já subiram em mais de 25%.

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