Folhapress- No momento em que a presidente Dilma Rousseff enfrenta o momento mais
difícil de seu segundo mandato, o governo federal transformou evento de
entrega de moradias da terceira fase do Minha Casa Minha Vida em um
palanque contra o impeachment.
Para
a cerimônia realizada no salão principal do Palácio do Planalto, foram
convidados representantes de movimentos sociais que costumam apoiar o
governo federal, como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra), União dos
Movimentos de Moradia de São Paulo, MLT (Movimento de Luta pela Terra),
FNL (Frente Nacional de Luta), entre outros.
Os representantes foram colocados em lugares destinados a convidados,
onde entoaram gritos de guerra pró-governo federal mesmo antes do evento
começar. Os presentes chamaram o juiz Sergio Moro, o vice-presidente
Michel Temer e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de "golpistas" e
cantaram o já tradicional "não vai ter golpe".
Como é comum em cerimônias do MCMV, foram reservadas cadeiras para
autoridades, como prefeitos e governadores. Com a ausência deles, no
entanto, a segurança do evento acabou preenchendo os espaços de última
hora com representantes dos movimentos sociais.
Desde o agravamento da crise política, o Palácio do Planalto tem adotado
estratégia de promover eventos com a presença de claques pró-governo.
Na semana retrasada, evento de posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva na Casa Civil também teve gritos contrários ao impeachment,
assim como cerimônia que tentou reproduzir na semana passada a "Campanha
pela Legalidade", da década de 1960, anterior ao golpe de 1964. Foto:
Agência Brasil.

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