O
carnaval é uma verdadeira maratona. Contando com a data da abertura até
o dia oficial da festa, são sete dias de intensa folia. Para aguentar
tanto tempo de desgaste físico e horas de sono perdidas, o folião acaba
abusando do consumo de energéticos e colocando a saúde em risco,
especialmente o coração.
De acordo
com o cardiologista Newton Rodrigues, a fórmula dessa bebida é composta
por substâncias como a cafeína e similares, que atuam no sistema nervoso
central e, por isso, provocam um efeito excitante, causando euforia,
diminuindo o cansaço e o sono. “A ingestão exagerada de energéticos pode
provocar taquicardia, arritmia e confusão mental. Caso o paciente já
apresente alguma propensão a problemas cardíacos, existe um risco muito
grande de sofrer um infarto agudo do miocárdio ou arritmias graves”,
alerta.
Porém não
são apenas os que já sofrem de alguma doença cardíaca que estão
vulneráveis, pessoas diabéticas, obesas, tabagistas e usuários de
medicação psicotrópicas (antidepressivos, calmantes e sedativos) também
devem ficar atentos, pois se enquadram em grupos de risco e podem sofrer
graves consequências. Segundo o cardiologista, apenas uma latinha é o
limite diário permitido nessas ocasiões. Outra prática muito comum
nesses eventos é a mistura de energéticos com bebida alcóolica. Essa
combinação, que não é aconselhada nem mesmo nos rótulos desses produtos,
inibe a sensação de embriaguez aumentando o risco de intoxicação.
Outros
sintomas podem ser sentidos e é preciso ficar atento. “Se, após o
consumo dessas substâncias o folião sentir uma agitação diferente,
insônia, confusão mental, palpitações, taquicardia ou ainda perda de
consciência, é preciso que ele seja encaminhado imediatamente para uma
emergência hospitalar”, destaca Newton Ferreira.

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