Afetados pelos preços baixos da
matéria-prima, produtores com custo mais alto de extração -caso do óleo
de xisto nos EUA- devem reduzir a oferta em 600 mil barris por dia em
2016. Mas, até o meio deste ano, o Irã pode acrescentar os mesmos 600
mil barris diários ao mercado.
Segundo a agência, 2016 será o terceiro ano consecutivo em que a oferta
vai exceder a demanda em pelo menos 1 milhão de barris por dia. Em
meados do ano, esse excedente pode atingir 1,5 milhão de barris diários.
A IEA ressalta que há muitas incertezas em relação à quantidade e à
qualidade do petróleo que o Irã poderá ofertar no curto prazo.
Lembra
também que muitos analistas dizem que o retorno do país persa já "está
precificado" pelo mercado, ou seja, que as cotações atuais já refletem
esse aumento de oferta.
"No entanto, se o Irã conseguir se movimentar rapidamente para vender
petróleo em termos atrativos, haverá 'mais precificação' pela frente",
diz o relatório da IEA.
Ao mesmo tempo em que a oferta da matéria-prima deve continuar
aumentando, a tendência para a demanda é de menor ritmo do crescimento.
Depois de uma expansão de 1,7% em 2015, o consumo mundial de petróleo
deve avançar apenas 1,2% neste ano, para 95,7 milhões de barris por dia.
Além do inverno ameno no Hemisfério Norte e da esperada desaceleração do
consumo na China, a recessão no Brasil é citada como fator de
enfraquecimento da demanda mundial pelo insumo.
Nesta terça, o preço do petróleo apresenta recuperação em Londres.
O
barril do tipo Brent, referência no mercado internacional, apresentava
alta de 2% por volta das 16h20 (horário de Brasília), para US$ 29,14.
Já o WTI, negociado em Nova York, subia 2% no mesmo horário, para US$
28,78 por barril, em um dia de ajustes. Devido a um feriado, o mercado
norte-americano esteve fechado nesta segunda, quando o Brent recuou 0,7%
em Londres.
Folhapress

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