As empresas de telefonia passarão a ser exigidas na busca da resolução
de um problema antigo para o Estado do Ceará: o uso de aparelhos
celulares e outros equipamentos eletrônicos dentro dos presídios. Ontem,
o governador Camilo Santana assinou projeto de lei, que será
encaminhado e discutido na Assembleia Legislativa (AL), versando sobre a
proibição de disponibilidade de sinal telefônico em áreas destinadas às
Unidades Prisionais. Em miúdos, caberá às empresas encontrar uma
maneira de impedir a comunicação por telefone e internet dos
presidiários com o mundo externo.
Já há algum tempo o governo, através da Secretaria da Justiça e
Cidadania (Sejus), busca encontrar uma solução para o problema. O
desconforto com o tema é notório sempre que questionado. Não por falta
de interesse: diversas tecnologias estrangeiras foram testadas, várias
reuniões realizadas, muitos especialistas consultados. Entretanto, o
mais próximo que se chegou de uma solução para a famigerada farra dos
celulares dentro dos presídios foram os bloqueadores de sinal produzidos
pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), que foram descontinuados, e os
aparelhos de bodyscanner, instalados nas grandes unidades. Nenhum, no
entanto, produziu o efeito esperado e impediu que detentos continuassem a
comandar o crime de dentro das celas.
Ontem, durante a primeira reunião do Comitê Interinstitucional do Pacto
por um Ceará Pacífico, no Palácio da Abolição, o governador do Estado
assinou o projeto de lei que será encaminhado à AL após o recesso, em 1º
de fevereiro.
Diário do Nordeste

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