SP - Bater na criança de apenas 6 meses foi a forma que um homem encontrou para castigar a criança quando ela chorava.
Bater no enteado de apenas 6 meses foi a forma que um homem encontrou
para castigar a criança quando ela chorava. Sob essa acusação, o
ajudante geral Samaro Venâncio da Silva, de 22 anos, foi preso no sábado
à noite, em Santos, após agredir mais uma vez o bebê.
Revoltado com a situação, que afirmou ser “frequente”, um casal de
vizinhos do padrasto acusado de agressão acionou a Polícia Militar.
Antes de telefonar para a PM, as testemunhas tentaram intervir, mas
Samaro não abriu a porta de sua casa, na Rua Oito, no Morro do Pacheco.
Após chegarem à residência, os policiais conversaram com a mãe da
criança, que confirmou a violência atribuída ao companheiro dela pelos
vizinhos. Segundo a mulher, é “costume” Samaro agredir o filho dela com
tapas na cabeça. As testemunhas contaram que ouviram de casa, no sábado à
noite, o barulho dos tapas e o “choro intenso” da criança.
O ajudante geral nada quis declarar e o delegado Marcelo Gonçalves da
Silva, da Central de Polícia Judiciária (CPJ), classificou o caso como
de “extrema gravidade”.
O bebê foi examinado na Santa Casa de Santos, não sendo constatadas
lesões corporais aparentes. Porém, com base no relato da mãe do menino e
dos vizinhos, o delegado autuou o ajudante geral por tortura – crime
equiparado a hediondo.
“Os castigos corporais não precisam causar lesões físicas, porque a
tortura também se configura quando o sofrimento imposto é moral ou
psíquico, por abusiva e inaceitável crueldade”, justificou.
A tortura é punível com reclusão de 2 anos e 4 meses a 10 anos e 8
meses, quando a vítima é criança e o autor a submete a intenso
sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou
medida de caráter preventivo.
Samaro foi levado à cadeia do 5º DP de Santos e deve ser transferido
nesta semana ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente.
Fonte: A Tribuna

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