“Esse desequilíbrio entre os repasses do FPM e do Bolsa Família não traz
nenhuma vantagem para os municípios. Isso revela que a população é
pobre e necessita de cuidados”, comenta Irineu de Carvalho, consultor
econômico da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece).
A estrutura familiar deve receber atenção dessas cidades, de acordo com
Daniel Suliano, analista de políticas públicas do Instituto de Pesquisa e
Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). “Nessas áreas, há famílias
pobres e numerosas, um dos critérios que aumentam o beneficio do Bolsa
Família. Isso chama políticas públicas para reorganizar essas famílias”,
diz.
O professor João Mário de França, coordenador do Laboratório de Estudos
da Pobreza (LEP) da Universidade Federal do Ceará (UFC), arrisca dizer
que o programa só poderá ser extinto em uma próxima geração. “Isso
porque os filhos dessas famílias estão estudando, se qualificando
profissionalmente, e podem, assim, sair da condição de extrema pobreza”,
considera.
O Povo

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