Arquivo Pessoal
Giovana já ficou com o rosto paralisado e já sofreu convulsões por conta do seu quadro, e agora busca métodos revolucionários para tentar vencer o câncer.
 
A gaúcha Giovana Kreitchmann Cavalcanti, lutadora de boxe que lutava contra um raro tipo de câncer, morreu neste domingo em Porto Alegre. Segundo o médico que cuidava de seu tratamento, a progressão da doença não pôde ser impedida, e ela morreu nesta manhã, aos 25 anos.

Giovana ficou conhecida com seu caso e pela luta para levantar R$ 250 mil para seu tratamento. Como o tipo de câncer que enfrentou é raro, ela precisava de medicamentos que não existem no mercado brasileiro, e teve ajuda de muitos de apoiadores na internet. Foram R$ 238 mil juntados, 95% do que precisava, com 959 pessoas participando.

Segundo André Fay, médico de Giovana e professor de Medicina na PUC-RS, a morte ocorreu por conta de "uma progressão da doença. Ela teve uma piora nos últimos dias e e veio a falecer. hoje pela manhã. Não houve nenhum acontecimento específico, apenas um avanço da doença que não conseguimos controlar com as medicações".

Os problemas de saúde da gaúcha foram notados em 2012 quando uma aparentemente inocente bolinha apareceu atrás de sua orelha. Havia 90% de chance de ser um tumor benigno, mas Gi entrou no outro grupo. Ela então foi diagnosticada com um carcinoma mioepitelial de parótida, atacando a glândula salivar. Não bastando, a situação é ainda mais delicada, pois houve metástase, e o câncer é encontrado em órgãos, ossos e no cérebro.

O problema enfrentado pela gaúcha tem cerca de 500 casos registrados no mundo, apenas. O baixo número impossibilita que se faça estudos detalhados e, portanto, entende-se pouco como a doença age e quais são as formas de tratamento adequadas. "Como é muito raro, nunca tive o tratamento certo, tipo: 'esse vai dar certo'. Sempre fui cobaia do meu tratamento", contou em junho, ao UOL, Giovana, que já teve momentos de descrença, em que sua família foi colocada de sobreaviso de que sua morte poderia ser questão de tempo.