As
mulheres ganharam o equivalente a 79,5% dos salários dos homens em
2013, segundo dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre). Em média,
eles receberam R$ 2.334,46 e elas, R$ 1.855,37. O levantamento é
composto por cerca de 19 milhões de companhias e 20,7 milhões de
unidades locais.
Para o gerente da pesquisa, Francisco Marta, a diferença salarial
reflete, entre outros fatores, a menor remuneração de cargos mais
ocupados por mulheres, como nos setores de educação e saúde. Segundo o
IBGE, quase 70% dos ocupados no segmento educacional, por exemplo, são
mulheres. Proporção maior que na média da administração pública em
geral, que é dividido em 56% de mulheres e 44% de homens – “e elas vêm
ganhando participação”, acrescenta o pesquisador.
Apesar de um pouco acima da média salarial do total dos
trabalhadores, de R$ 2.127,73, educação (R$ 2.569,71) e saúde humana e
serviço social (R$ 2.157,71) estão longe dos segmentos com melhores
remunerações.
Além de ganharem menos, as mulheres tiveram
reajuste menor nos salários entre 2012 e 2013, segundo dados do Cempre.
Os recebimentos médios delas apresentaram um aumento real de 3,5%,
abaixo da média total de 3,7% e também do reajuste que eles receberam,
de 3,9%.
"Na prática, o que a gente vem percebendo é que
desde 2009 há uma tendência de participação feminina maior entre os
assalariados": passou de 41,9% em 2009 para 43% em 2013.
Em
relação à escolaridade, de acordo com o IBGE, o trabalhador com ensino
superior ganha 209,8% a mais que aquele sem o terceiro grau. Segundo o
instituto, o pessoal ocupado assalariado com nível superior recebeu, em
média, R$ 4.726,21, enquanto o trabalhador sem nível superior recebe, em
média R$ 1.525,36.
Ainda segundo o IBGE, o pessoal assalariado com nível superior cresceu 8% enquanto o pessoal sem nível superior subiu 2,6%.
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