O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que a prisão
dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez é uma demonstração
de que ele será o próximo alvo da operação Lava Jato. Lula também
reclamou nesta sexta-feira (19) do que chamou de inércia da presidente
Dilma Rousseff para contenção dos danos causados pela investigação.
Ainda segundo seus interlocutores, Lula se queixa da atuação do
ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que teria convencido
Dilma a minimizar o impacto político da operação. Nas conversas, ele se
mostra preocupado pelo fato de não ter foro privilegiado, podendo ser
chamado a depor a qualquer momento. Por isso, expressa insatisfação que o
caso ainda esteja sob condução do juiz Sérgio Moro.
A reportagem também cita a preocupação dos petistas em relação ao caixa
do partida e sobre a prestação de contas da campanha da presidente
Dilma, o que preocuparia o Palácio do Planalto pelos efeitos negativos
na economia.
Nesta sexta-feira, segundo a reportagem, Lula manteve sua agenda: um
almoço com o ministro da Educação, Renato Janine, e o prefeito de São
Paulo, Fernando Haddad, além do secretário municipal de Educação,
Gabriel Chalita. Segundo participantes, ele exibia bom humor.
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