Do UOL, em Porto AlegreReprodução Facebook
Uma mãe está impedida de visitar a filha, um bebê de pouco mais de dois anos, na UTI de um hospital particular, em Porto Alegre
Uma mãe está impedida de visitar a filha, um bebê de pouco mais de dois
anos, na UTI de um hospital particular, em Porto Alegre, há cerca de um
mês. Conforme o Hospital Moinhos de Vento, a restrição "objetiva a
segurança de todos os pacientes da UTI pediátrica". A advogada da mãe da
menina entrou com um recurso para reverter a situação, mas o pedido
ainda tramita na Justiça, que deu razão à decisão do hospital.
Neusa Padilha, 38, e o marido, Edson Morretti, são de Santa Catarina.
Desde o ano passado, moram na região metropolitana de Porto Alegre para
acompanhar o tratamento da filha, Valentina Morretti, que sofre de
pneumopatia fibrosante crônica, uma doença pulmonar, e precisa de um
transplante.
A menina foi transferida para a capital gaúcha em dezembro, por
determinação judicial, já que a cidade em que estavam, Itajaí (SC), não
possuía hospital capacitado para atendê-la.
Atualmente seu quadro é estável, mas ela ainda é muito nova para enfrentar a cirurgia.
Conforme o hospital, Neusa tem um comportamento que pode colocar em
risco os pacientes, o que embasa o pedido da instituição ao juiz. "Eles
alegam que ela quebrou o ar-condicionado. Mas ela diz que apenas o
limpou, porque a higienização não atendeu ao seu pedido de limpeza do
aparelho, que, segundo ela, estava sujo."
Através de sua assessoria de imprensa, o Hospital Moinhos de Vento
informou apenas que a restrição "tem embasamento legal" e que o pai de
Valentina permanece liberado para visitar e estar com a paciente.
Segundo a advogada da família, o imbróglio teve inicio quando os pais se
negaram a transferir a menina para São Paulo. "O problema começou
quando ela não aceitou a transferência para a USP. Eles teriam que arcar
com transporte, mas não têm dinheiro."
A família já deve cerca de R$ 400 mil para o Moinhos de Vento, já que,
no momento da internação de Valentina, vigorava o prazo de carência do
seu plano de saúde. "Ela deu entrada no hospital como paciente
particular. Isso gerou uma dívida milionária, que agora o hospital está
cobrando."
A mãe respondeu: "O hospital fica pressionando para eu pedir a
transferência, mas ela está bem adaptada. É um hospital de referência e o
convênio cobre. Fiquei com acesso restrito por dois meses. Estava com
minha filha no colo e vinha um segurança me expulsar". "Como continuei
firme e não a transferi, a instituição me proibiu de ficar com ela. Eu
nunca discuti com ninguém para o hospital tomar uma atitude dessas."
O processo tramita em segredo de Justiça na Vara da Infância e Juventude. A família tenta arrecadar dinheiro com uma campanha pela internet
para a instalação de um home care. Enquanto isso, é através de fotos
feitas pelo marido que Neusa vê o desenvolvimento da filha.

0 comments :
Postar um comentário