O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cedeu à pressão dos parlamentares do Nordeste e liberou do registro de presença na terça e quarta-feira da próxima semana para poderem “pular o São João” nos seus respectivos estados. Com a decisão de Cunha, todos os deputados estão livres para faltar às sessões, sem correr o risco de ter os salários cortados.
Os parlamentares de Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Maranhão terão ponto facultativo.
O “feriadão” de São João resultou de acordo verbal entre deputados, pois nenhum deles se prontificou a assinar documentos sobre isso. Os parlamentares de Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Maranhão terão ponto facultativo. Ao contrário dos trabalhadores, as excelências não vão gastar o próprio dinheiro para viajar no feriado: tudo na cota parlamentar, paga por nós.
Os deputados governistas estão cada vez mais
pessimistas quanto às possibilidades de realizarem as nomeações para o
segundo e terceiro escalão. Agora foram adiadas para a segunda quinzena
de julho. O PSDB quer “aproveitar” o frescor do barraco
do fim de semana entre PT e Eduardo Cunha para iniciar flerte com o
PMDB. Geraldo Alckmin articula para os próximos dias encontro com
caciques peemedebistas.
O senador Hélio José (PSD), que em Brasília é
conhecido como “Hélio Gambiarra”, pelo seu apego a iluminação pública,
apresentou até agora um único projeto de lei: prevê a expansão da oferta
de energia. Claro.
O Senac esclarece que o restaurante
interditado por falta de higiene no Senado não é o de suas excelências.
Trata-se apenas de um quiosque onde os funcionários da Casa costumam
fazer suas refeições. O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) se
juntou aos descontentes que defendem candidatura própria nas eleições
presidenciais de 2018. Diz que não dá mais para o PMDB ficar a reboque
de qualquer partido.
O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, defende a derrubada do veto de Dilma às mudanças no fator previdenciário. "Quando
aprovamos o fim do fator, foi com o painel aberto. Vamos ver agora os
parlamentares que vão mudar de opinião", anunciou. Os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Miguel
Rossetto (Secretaria-Geral) e Carlos Gabas (Previdência) pediram a Renan
Calheiros apoio ao veto pelo fim do fator previdenciário. Deram com os
burros n’água.
Até o fim desta quarta-feira, não havia
comunicado suspendendo a sessão de quinta (18), na Câmara, onde é velado
o ex-deputado Paes de Andrade. Alguns deputados disseram estar
“estarrecidos”.
… foi o Tribunal de Contas da União que deu “pedaladas” no escândalo das “pedaladas fiscais”.

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