Ao final da conversa, pedia uma quantia em dinheiro que normalmente era de trezentos reais. Quando o pároco se negava a entregar o dinheiro, o homem fazia ameaças e dizia estar armado. Como os crimes aconteciam sempre dentro do confessionário, nenhum padre havia registrado boletim de ocorrência porque a teologia da penitência prega a obrigação absoluta, perpétua e inviolável do sigilo da confissão. Câmeras de segurança de uma das igrejas flagraram o criminoso, Marcelo Rocha Sodré (foto), de 41 anos, na recepção da igreja.
Ele foi reconhecido por uma secretária, momentos antes de entrar no confessionário. Só em Presidente Prudente, seis padres foram vítimas do bandido, que tem dezesseis passagens, principalmente por extorsão. A polícia acredita que ele tenha cometido o mesmo crime em outras cidades do interior paulista.

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