As denúncias que justificariam o impeachment da presidente Dilma
Rousseff estão cada vez mais próximas de serem comprovadas, afirmou o
senador Aécio Neves (PSDB-MG) em entrevista antes de evento em homenagem
ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em Nova York, nos EUA.
Segundo ele, há indícios muito fortes contra Dilma. "As denúncias que
surgem em relação à Lava Jato, inclusive na última semana, mostram que
houve dinheiro de propina para a campanha presidencial. E isso é
extremamente grave", disse Aécio.
O senador afirmou que o PSDB investiga todas as denúncias contra a
presidente, "seja pela utilização de recursos de propina para campanha
eleitoral, sejam as chamadas pedaladas fiscais ou a utilização de
empresas públicas com fins eleitorais".
Por causa da divisão entre os tucanos, Aécio adiou, na semana passada,
para o final de maio a decisão sobre o pedido de investigações contra a
presidente. Não há consenso dentro do PSDB, nem em outros partidos da
oposição, sobre a apresentação do pedido de impeachment neste momento.
A reunião com presidentes e líderes de partidos da oposição, em que o
grupo prometeu tomar uma decisão formal sobre o impeachment, está
marcada para o dia 20.
O governador Geraldo Alckmin também compareceu ao evento em Nova York. A
jornalistas, disse que o Brasil é maior que a crise. "Ela é passageira,
conjuntural, fruto de escolhas erradas", afirmou.
Alckmin elogiou FHC, escolhido a "Pessoa do Ano" pela Câmara de Comércio
Brasil-Estados Unidos, a quem chamou de "precursor na construção da
responsabilidade fiscal."
"O Fernando Henrique nunca flertou com o populismo, foi importante na
questão da responsabilidade fiscal", afirmou. "O tempo está mostrando
que o modelo de governar social democrata do PSDB é totalmente diferente
do PT."

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