As seis empresas de construção civil que
realizam obras do programa Minha Casa, Minha vida, do Governo Federal,
no Rio Grande do Norte anunciaram que pretendem demitir cerca de 900
trabalhadores por falta de repasse de recursos pelo Ministério das
Cidades. De acordo com os dados divulgados pelo Sindicato da Indústria
da Construção Civil (Sinduscon/RN) do estado, as empresas enfrentam
dificuldade no fluxo de caixa pela ausência das verbas federais.
De acordo com o Carlos Luiz Cavalcanti,
diretor de Comunicação e Marketing do Sinduscon, as empresas estão tendo
que optar pelo pagamento de funcionários ou pela continuidade das
obras. “As empresas tem enfrentado uma dificuldade muito grande no seu
fluxo de caixa e consequentemente está tendo que reduzir os empregos
para não parar totalmente as obras e principalmente demitir todos”,
afirmou o diretor à reportagem do Bom Dia RN.
Ainda de acordo com o diretor, as
demissões não estão confirmadas, uma vez que o sindicato ainda espera a
liberação das verbas, no entanto, as demissões devem alcançar 20% dos
cargos, o que corresponde a cerca de 900 pedreiros e ajudantes.
“Prioritariamente vamos demitir os
operários que estão no período de experiência, aqueles que estão para
completar 45 e 90 dias, até o limite de 20%”, explicou Carlos Luiz.
Cerca de 4500 funcionários ligados ao ramo da construção civil estão em
aviso prévio em virtude do atraso nos pagamentos e podem ser demitidos
até o fim do mês de maio.
Além das demissões, os atrasos
reflitirão na entrega das obras. Algumas delas estão em ritmo lento ou
totalmente paradas. Segundo o Sinduscon, o atraso já é de 6 meses, mas
pode aumentar caso o repasse não seja restabelecido. Ainda segundo o
Sinduscon, a dívida das empresas já gira em torno dos R$ 25 milhões,
enquanto o repasse do Ministério das Cidades gira em torno de R$ 7 a 8
milhões.
G1/RN

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