"Esta é a primeira vez que temos uma escala verdadeiramente global sobre
a qualidade da educação. A ideia é dar a mais países, ricos e pobres, a
possibilidade de comparar a si mesmos com os líderes mundiais em
educação para descobrir seus pontos fracos e fortes e ver os ganhos
econômicos a longo prazo gerados pela melhoria da qualidade da
educação", afirmou o diretor educacional da OCDE, Andreas Schleicher.
De acordo com o relatório, os índices de educação de um país podem
sinalizar os ganhos econômicos que essas nações terão a longo prazo.
Além disso, o país que hoje ocupa o primeiro lugar da lista, Cingapura,
já registrou altos níveis de analfabetismo na década de 60, o que é
visto como um exemplo de que o progresso educacional é possível mesmo em
pouco tempo. "Políticas e práticas educativas deficientes deixam muitos
países em um permanente estado de recessão econômica", conclui o
relatório.
O ranking será apresentado oficialmente na próxima semana, durante o
Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul, quando líderes mundiais
irão se reunir para traçar novas metas para educação. Os últimos
objetivos foram estabelecidos há 15 anos e alguns deles, como fornecer
ensino primário a todas as crianças, ainda não foram atingidos.

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