Nesta
quarta-feira(29), a Interpol, órgão de polícia internacional, emitiu
uma ordem de captura e prisão para o ex-jogador colombiano Freddy
Rincón. As acusações são de lavagem de dinheiro no Panamá e ligação com o
tráfico de drogas. Ele defendeu-se por meio de entrevista à "Revista
Semana", da Colômbia.
- O Brasil tratou o caso como deveria ter sido tratado na Colômbia. O
Brasil pediu três vezes as provas ao Panamá a respeito disso. O Panamá
nunca as apresentou, então o Brasil arquivou o caso. Vou vivendo
tranquilo no Brasil, vivendo como qualquer cidadão tem que andar no
Brasil ou em qualquer parte do mundo. Na Colômbia não fazem as coisas
corretas - disse Rincón, de 48 anos.
Segundo informações do jornal colombiano "Cable de Notícias", Rincón
está sendo procurado pela justiça panamenha por ter adquirido
propriedades com dinheiro proveniente de Pablo Rayo Montaño, que foi
integrante do cartel de Cali. O ex-jogador teve alguns de seus bens
congelados, como duas fazendas, casas, e um apartamento. Ele será uma
das 96 pessoas envolvidas no caso, fazendo parte das 76 que aguardam
julgamento - 20 já foram absolvidas.
No Brasil, Rincón atuou 1994 e 2004, tendo passagens por Palmeiras,
Corinthians, Santos e Cruzeiro. Em 2007, chegou a ser preso, mas
conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas-corpus para
aguardar em liberdade a conclusão do processo de extradição sob a mesma
acusação. Atualmente, ele trabalha como comentarista de um canal de TV
fechado.
Esse não é o primeiro caso policial entre os jogadores da seleção
colombiana do início dos anos 90. O atacante Faustino Asprilla foi preso
por disparar uma arma de fogo bêbado e Higuita, conhecido pelas suas
defesas mirabolantes, também teve problemas com a lei por ser amigo do
famoso traficante, Pablo Escobar. O goleiro foi preso por ter seu nome
envolvido em um assassinato.



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