Em
11 anos, desde que o Bolsa Família foi criado, 3.155.201 famílias
saíram voluntariamente do programa de transferência de renda em todo o
país. O número inclui as famílias que deixaram o programa em abril, ao
final de mais um ciclo de atualização de dados no Cadastro Único. Outras
3.029.165 famílias tiveram o benefício cancelado desde 2003, sobretudo
por estarem fora do perfil de acesso ao programa e terem renda acima do
limite de R$ 154 mensais por pessoa.
Essas
famílias foram identificadas nos processos de monitoramento e controle
realizados rotineiramente pelo Ministério do Desenvolvimento Social e
Combate à Fome (MDS). As
rotinas de controle garantem o foco do programa nos mais pobres, um dos
aspectos mais elogiados do Bolsa Família. Nos últimos três anos, o
total de famílias beneficiárias tem oscilado em torno dos 14 milhões de
famílias.
As
famílias que deixam voluntariamente o Bolsa Família têm garantido o
retorno ao programa no prazo de três anos, caso enfrentem perda de renda
nesse período. Quando têm aumento de renda acima do limite de R$ 154
mensais por pessoa da família, ainda podem permanecer no programa por
dois anos, de acordo com as regras de permanência.


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