Iranianas passam por painel com imagens de Khamenei - Foto: Reuters
Virgindade ainda é uma questão muito importante para a cultura iraniana.
Famílias exigem que as noivas fiquem virgens até o dia do casamento.
Não atender a esse requisito soa quase como uma condenação à morte para
muitas mulheres do Irã. Sexo antes do casamento é tão sério que pode
acabar nos tribunais e pode resultar em divórcio. O aitolá Ali Khamenei,
líder supremo do Irã, volta e meia prega sobre a castidade como um
valor islâmico.
Para não perder o casamento, iranianas que já tiveram experiência sexual
estão cada vez mais apelando para um supositório, que contém uma
gelatina na cor de sangue. O produto é para ser inserido na vagina cerca
de uma hora antes da primeira relação sexual da noite de núpcias.
O calor do corpo derrete a gelatina, dando a impressão de que a mulher
está sangrando por causa da suposta perda da virgindade. O produto,
também conhecido como "membrana plástica", já é fabricado no Irã e
também vendido nos EUA. O fabricante - Hymen Shop - diz no seu site que
tem muitas clientes do Oriente Médio.
Reprodução/Hymen Shop
De acordo com o site "IranWire", as maiores compradoras do produto são iranianas que vivem ou viveram como imigrantes na Europa.
Outras iranianas apelam para um método mais tradicional, a himenoplastia
- restauração cirúrgica do hímen. O procedimento, que leva cerca de
meia hora, restaura o tecido do hímen , com anestesia local.
Apesar de proibidos em vários países, exames de verificação de
virgindade costumam ser realizados no Irã. O teste é feito pela
Organização de Medicina Legal a pedido das famílias das noivas, pelo
marido, caso ele denuncie que a esposa não era mais virgem ao se casar,
ou em caso de investigação de estupro.

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