O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Operação Lava
Jato em primeira instância, aceitou nesta quinta-feira (30) uma nova
denúncia contra o tesoureiro afastado do PT João Vaccari Neto e o
ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque.
Além deles, o executivo do grupo Setal Augusto Mendonça Neto também
virou réu nesta ação penal. Duque e Vaccari estão presos, enquanto
Mendonça Neto está em liberdade. Ele firmou acordo de delação premiada
com a Justiça, que baseou esta nova ação penal.
Na nova denúncia, apresentada na última segunda-feira (27) pelo
Ministério Público Federal (MPF), Duque, Vaccari e Mendonça Neto são
acusados por 24 atos de lavagem de dinheiro, que totalizam R$ 2,3
milhões.
Segundo os procuradores, essa quantia seria decorrente de parte da
propina paga pelo grupo Setal a Duque, para fraudar licitações da
Petrobras.
Conforme a denúncia, na tentativa de dar a aparência de legalidade à
movimentação, as empresas do grupo Setal assinaram, a pedido de Vaccari,
dois contratos falsos com a Editora Gráfica Atitude, localizada em São
Paulo. Ainda de acordo com o MPF, a gráfica tem por sócios "sindicatos
historicamente vinculados ao Partido dos Trabalhadores".

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