Em formato de cálice, o coletor é feito de silicone totalmente maleável e tem duração de 10 anos.
Imagine que durante dez anos você não precise comprar absorventes.
Some-se a isso, a contribuição para o meio ambiente: durante a vida
fértil, uma mulher usa entre 10 e 15 mil absorventes. Como não são
biodegradáveis, demoram em média cem anos para se decompor na natureza.
Acrescente ainda um risco menor de alergias e a praticidade de passar 12
horas sem lembrar que existe menstruação. Apesar de não ser uma
novidade, só agora o coletor menstrual tem ganhado mais adesão entre as
brasileiras.
O objeto nada mais é que um copo de silicone totalmente maleável que é
inserido dobrado e se abre dentro na vagina. À primeira vista, pode
parecer grande, mas quem usa garante que é confortável e que se adapta
bem ao corpo. “O absorvente interno é colocado bem acima de onde o
coletor menstrual fica. Ele precisa ser empurrado muito mais para o alto
e ainda temos que aguentar a cordinha pendurada. Já o coletor, fica
logo ali na entrada da vagina, é super fácil de colocar, pois existem
dobras que ajudam a inseri-lo. Como é feito de silicone medicinal, é
mole, então tudo fica mais simples e fácil”, afirma a professora de
língua portuguesa, Bianca Ferreira, 21 anos.
Uma dica para as iniciantes é passar o dedo em volta do copo de silicone
para garantir que ele esteja em contato com toda a parede da vagina.
“Assim não acontecerá vazamentos e ficará confortável. Na prática, tudo
fica mais fácil depois que a gente pega o jeito. Normalmente, demora de
dois a três ciclos para se adaptar bem com o coletor”, diz a professora
que uso o copo há um ano. Bianca aponta ainda como vantagem o fim das
assaduras e das alergias. “Você pode ir para a praia, piscina, fazer
esporte, atividade física sem se preocupar”, garante.
Por Valéria Mendes no UAI

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