Um
fato inédito ocorreu na medicina obstetra da cidade de Itamaraju. Por
volta das 02h da madrugada desta última quinta-feira (23/04), a jovem
senhora Veraci de Jesus Santos, 16 anos, moradora do bairro de Fátima,
em Itamaraju, deu à luz a uma garotinha com o nome de Vitória Santos
Pinto, que nasceu com os órgãos digestivos por fora da barriga, ou seja,
as vísceras aparecem pelo lado de fora do corpo da criança.
O caso é
considerado raro pelos médicos. E, desde o nascimento da menina que a
família e os prepostos do Hospital Municipal de Itamaraju se
movimentaram em busca de uma transferência urgente para a recém-nascida
numa unidade especializada em qualquer lugar do país. Conforme a
diretora do Hospital Municipal de Itamaraju, Cristina Moreau, foi uma
correria sem fim nas últimas horas objetivando conseguir uma vaga em um
hospital especializado do país, até que finalmente, no final da manhã
desta sexta-feira (24), foi possível se obter uma resposta positiva e,
de pronto foi promovido o encaminhamento da pequena Vitória para o
Hospital Roberto Santos, em Salvador.
O carro levando Vitória, seus
familiares e a equipe de enfermagem, chegou ao Hospital Roberto Santos,
às 22h40 desta sexta-feira (24). A criança viajou entubada e terminou
submetida a cirurgia ainda nos primeiros minutos deste sábado (25), cujo
procedimento foi considerado um sucesso. Agora é preciso aguardar a
recuperação para verificar se será necessário realizar outro
procedimento cirúrgico.
A
cirurgia é a única opção que garante a vida de Vitória. O pai da
recém-nascida, Fábio Andrade Pinto, 21 anos, dissera que apesar da
cirurgia ser encarada com alegria pelos familiares, eles sabem que a
luta da filha pela vida ainda não está no fim e que ela terá que ser
forte. A tia materna de Vitória, a professora Selma Macedo Andrade, 40
anos, moradora de Teixeira de Freitas e que acompanha o caso desde o
primeiro minuto do nascimento da sobrinha, disse que as últimas horas
foram difíceis, mas a notícia do encontro de uma vaga para Vitória em
Salvador deu um maior alívio na família. “A gente sabe que hoje está
começando outra ‘luta’, mas agora com mais esperança, que logo ela vai
poder se alimentar como todas as outras crianças.
Quero
agradecer a todos pelo apoio, a equipe médica e a direção do Hospital
de Itamaraju, as mensagens, por tudo o que todos têm feito por nós
durante esse momento”, reconheceu a tia. Ainda não é sabido se a criança
nasceu portando a Síndrome de Berdon, condição rara que compromete o
funcionamento do sistema digestório, que em alguns casos, precisará de
um transplante multivisceral, que inclui estômago, fígado, pâncreas,
intestino delgado, intestino grosso e às vezes também os rins. Mas,
possivelmente este não será o caso de Vitória, talvez só a cirurgia seja
suficiente para que a criança sobreviva e cresça utilizando os seus
próprios órgãos digestivos.
Teixeira News

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