O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no palácio presidencial em Miraflores.
O governo venezuelano convocou seu corpo diplomático baseado em
Washington de volta a Caracas na noite desta segunda-feira (9). A
decisão foi uma reação do governo de Nicolás Maduro às declarações do
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que a Venezuela
representa uma “ameaça à segurança nacional”. A declaração de ameaça
representa o primeiro passo para o estabelecimento de futuras sanções
contra o país. Nicolás Maduro prometeu retaliação à “elite imperialista”
americana, segundo o jornal britânico The Guardian.
“O presidente Barack Obama, representando a elite imperialista dos
Estados Unidos, decidiu pessoalmente assumir a tarefa de destruir meu
governo e intervir na Venezuela para controlá-la”, disse Maduro durante
pronunciamento na TV venezuelana. Maduro aproveitou para pedir à
Assembleia Nacional um novo período da Lei Habilitante, que o permite
governar por decreto. Seu pedido deve ser aprovado.
Maduro também nomeou o Major General Gustavo Gonzales – um dos oficiais
atingidos pela sanções dos Estados Unidos , e impedido de usar o sistema
financeiro americano– seu novo ministro do interior, um posto
estratégico para a manutenção da paz. Segundo o governo americano,
Gonzales é um dos responsáveis pela violência observada nos protestos na
Venezuela. Ele e outros seis indivíduos foram apontados pelo governo
Obama como responsáveis por minar o sistema democrático e por cometer
atos de abuso aos direitos humanos.

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