Você já deve ter ouvido muitas histórias de pessoas que foram
consideradas mortas por alguns minutos, mas que acabaram voltando à vida
depois de algum tempo. Na maioria dos casos, esses pacientes relatam
que passaram por uma espécie de apagão. Recentemente, um relato mais
intenso sobre esse tipo de experiência foi publicado no Reddit e acabou
chamando a atenção de todo o mundo.
O relato desse cara foi levado a sério justamente porque ele esteve
“morto” duas vezes – por cerca de dois minutos cada vez. Na primeira vez
que experimentou a morte, ele foi vítima de um acidente de moto; na
segunda, teve uma overdose de analgésicos.
Sono profundo
Segundo ele, a sensação de morte é uma espécie de vazio, quando a mente
não tem consciência nem é capaz de sentir coisa alguma. “Nas duas vezes
eu apenas ‘não estava la’”, resumiu ele. A sensação, de acordo com o
relato, poderia ser comparada com um cochilo, sem sonhos, mas em um sono
profundo, do tipo que a pessoa acredita ter dormido por um longo
período ao acordar, ainda que apenas alguns minutos tenham se passado.
As “mortes” citadas no relato, de acordo com o usuário, foram
confirmadas pelos médicos que o atenderam. “Se os médicos não tivessem
dito nada, eu pensaria que tinha tirado um cochilo sem sonhos”,
comparou.
Sobre a sensação de estar prestes a morrer, o usuário disse que a
primeira vez que sentiu foi no momento do acidente de moto: “a única
coisa em minha mente era ‘oh, m$%&a!”. Já na segunda vez, quando
“morreu” por uso excessivo de medicamentos, a descrição foi diferente:
“Na segunda vez eu não fazia ideia. Eu estava com dor e, de repente, não
tinha nada, simplesmente sem vida. Então eu acordei sentindo dor de
novo”.
Sem medo
O depoimento contou também com a descrição da sensação de saber que se
esteve morto por um tempinho: no início, o usuário disse ter achado a
notícia empolgante, mas quando pensou sobre o ocorrido, a seriedade de
seu caso o deixou espantado. O lado bom, segundo ele, é que seu medo da
morte diminuiu, afinal ele sabe que morrer é como dormir. “Quando você
morre, você apenas deixa de existir, não há nada com o que se
preocupar!”.
No quesito religioso de sua experiência, ele revelou que sempre foi ateu
e que continua tendo a certeza de que Deus e Paraíso não existem. Ainda
assim, ele deixa claro a importância de respeitar a crença de cada
pessoa. “As pessoas precisam parar de forçar suas crenças nos outros”,
resume.
“Nenhuma conquista pessoal vai ter importância para mim quando eu
estiver morto, a única coisa que vai viver depois da minha morte será o
meu impacto nas pessoas que continuarem vivas. E eu espero que esse
impacto seja positivo”, finalizou.

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